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Câncer no fígado

O que é?

Câncer de fígado e o resultado do crescimento desordenado de células malignas no fígado. O câncer primário (carcinoma hepatocelular ou hepatoma) origina-se de células hepáticas ou das vias biliares. O câncer secundário (metástases) origina-se de células provenientes de qualquer outro órgão ou tecido.

Em que idade ocorre?

O câncer de fígado pode ocorrer em qualquer idade, porem e mais freqüente em homens a partir da 5a década.

Qual a causa?

O câncer de fígado tem causa desconhecida, porem e fortemente associado as hepatites crônicas B e C, particularmente nos indivíduos cirróticos. A cirrose independentemente da causa e uma condição pré-neoplasica.

Quais os sintomas?

Os sintomas são o emagrecimento,fraqueza, icterícia (amarelão), dor ou massa abdominal, ascite (barriga d’água) e eventualmente febre. O câncer inicialmente pode ser assintomático e detectado através de exames de imagem como a ultrassonografia e laboratoriais (alfa-fetoproteína) realizados rotineiramente em pacientes com cirrose.

Como é diagnosticado?

 O carcinoma hepatocelular tem aspecto nodular e geralmente e diagnosticado através da combinação de exames de imagem contrastados como a tomografia e a ressonância nuclear magnética do abdome. Em casos de suspeita, pode-se realizar uma biopsia da região suspeita.

Como é tratado?

O tratamento depende principalmente da extensão do câncer e das condições clinicas do paciente e pode ser realizado por cirurgia (ressecção do tumor ou transplante), injeção percutânea de álcool, radioablação percutânea (radiofreqüência), embolização arterial (quimioembolização e radioembolização) e medicamentos (sorafenibe-Nexavar).

Como é prevenido?

A vacina para a hepatite B previne a doença e suas complicações como a ocorrência de cirrose e do câncer de fígado. O tratamento de doenças hepáticas como as hepatites crônicas B e C e outras doenças pode prevenir o câncer de fígado. Exames de imagem como a ultrassonografia e laboratoriais como a alfa-fetoproteina auxiliam na detecção precoce do câncer de fígado em pacientes com cirrose.

 


Recomendações pós-tratamento da Hepatite C Crônica

Recomendações pós-tratamento da Hepatite C Crônica

O tratamento atual da Hepatite C crônica com os antivirais de ação direta tem uma taxa de resposta virológica sustentada (cura) de 95%.  Isso representa uma melhora clinica significativa em todos os pacientes com menor ocorrência de outras morbidades como doenças cardiovasculares e diabetes e, principalmente, menor incidência de cirrose e câncer de fígado.

Pacientes que previamente ao tratamento apresentavam comprometimento hepático mínimo como graus de fibrose F0 ou F1, podem receber alta se completarem um ano de seguimento sem o retorno do vírus C.Pacientes com fibrose moderada (F2), avançada (F3) ou cirrose (F4) devem ter consumo mínimo ou se abster de álcool, controlar o peso e tratar adequadamente o diabetes e dislipidemia pois estas são condições que agravam a doença hepática.

Tais pacientes devem ser mantidos em acompanhamentos e serem avaliados para a presença de varizes de esôfago por exame de endoscopia e monitorar o surgimento de nódulos que podem sugerir câncer de fígado por ultrassonografia semestral.

Ver também Recomendações para Cirróticos.


Vivendo bem com seu fígado

Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, existem cerca de 170 milhões de pessoas cronicamente infectadas com o vírus da hepatite C (VHC) e 250 milhões de indivíduos portadores de hepatite B crônica. As doenças crônicas do fígado são a décima causa de morte entre a população adulta norte-americana. O fígado é um órgão vital para o ser humano, sendo responsável pela metabolização dos nutrientes absorvidos pelo intestino após a alimentação, pela regulação do metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras, síntese e metabolismo do colesterol e alguns hormônios, além da metabolização de medicamentos e depuração de produtos tóxicos aos quais somos freqüentemente expostos.
Assim, a manutenção de um bom funcionamento das funções hepática é fundamental para uma vida saudável. A seguir sugerimos algumas medidas para viver bem com seu fígado:

1. Evite consumo desnecessário de medicamentos (medicação somente com prescrição médica; informe ao seu médico todos os medicamentos que está utilizando).

2. Não misture medicamentos sem escutar seu médico.

3. Evite consumo de drogas (além da dependência química e psicológica, drogas como cocaína, ecstasy e solventes são tóxicos para o fígado).

4. Evite consumo abusivo de bebidas alcoólicas.

5. Não misture medicamentos com bebidas alcoólicas.

6. Evite exposição a solventes (evite inalação destes produtos).

7. Utilize máscaras em caso de exposição prolongada a inseticidas, tintas e combustíveis.

8. Utilize luvas para manipular inseticidas, tintas, solventes e combustíveis (tais substâncias podem ser absorvidas pela pele).

9. Utilize preservativo (a hepatite B pode ser facilmente transmitida durante relação sexual).

10. Pessoas com múltiplos parceiros sexuais apresentam maior risco para aquisição de hepatites B e C.

11. Se o seu parceiro sexual ou algum familiar for portador de hepatite B, peça ao seu médico para solicitar a sorologia. A hepatite B pode ser prevenida através de vacinação.

12. Hepatite C é transmitida principalmente através de sangue contaminado como em procedimentos de tatuagem, piercing, uso de drogas injetáveis e inalatórias.

13. Usuários de drogas injetáveis não devem compartilhar seringas.

14. Contaminação intradomiciliar com o VHC pode ocorrer através do uso comum de objetos como lâmina de barbear e escova de dente.

15. Não compartilhe material de manicure.

16. Se você recebeu sangue ou hemoderivados (plasma, imunoglobulinas) antes de 1992 e fatores da coagulação antes de 1987, faça o teste para hepatite C.

17.Se você nasceu antes de 1970, faça o teste para hepatite C.

18. Pacientes em diálise devem ser testados para hepatites B e C.

19. Materiais como seringas e agulhas dever ser descartados em local apropriado.

20. Profissionais da área de saúde (dentistas, enfermeiros e médicos), atendentes de laboratório e necrotério, bombeiros, policiais e carcereiros devem ser testados para hepatites B e C e vacinados para hepatite B.

21. Gestantes devem ser testadas para hepatites B e C, pois pode haver transmissão para o recém nascido. Em caso de gestante portadora de hepatite B, o recém nascido deverá receber imunoglobulina específica e vacina no primeiro dia de vida.

22. Portadores de hepatite C crônica devem ser testados e vacinados para hepatites A e B.

23. Existe tratamento e cura para as hepatites crônicas B e C. Tais doenças geralmente são assintomáticas e podem evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado.

24. Pacientes com doenças hepáticas devem ser rastreados periodicamente para câncer de fígado (quando diagnosticados precocemente podem ser curados).

25. Alimentação saudável e balanceada (lembre-se que os alimentos após absorção no intestino serão processados no fígado).

26. Evite frituras, gorduras e alimentos ricos em colesterol (tais alimentos podem favorecer o depósito de gordura no fígado).

27. Alimentos hipercalóricos como doces, mousses e chantilly devem ser ingeridos com parcimônia.

28. Alimentos como ostras e mariscos podem ser contaminados com o vírus da hepatite A (certifique-se da boa procedência destes produtos).

29. Em caso de diabetes, mantenha a glicemia dentro dos parâmetros recomendados pelo seu médico.

30. Manutenção do peso é fundamental (atualmente sabe-se que obesidade é uma das principais causas de dano hepático).

31. Pacientes com doenças hepáticas devem receber reposição de vitaminas através de prescrição médica (dever evitar consumo excessivo de ferro).

32. Atividade física regular deve ser incentivada (além do condicionamento físico, há benefícios psicológicos).

33. Se você está realizando dieta para emagrecer, assegure-se da ingestão de vitaminas e sais minerais de que seu organismo necessita (siga orientação médica).

34. Alguns sinais e sintomas podem indicar a ocorrência de lesão hepática, procure atendimento médico em caso de:

35. Icterícia (coloração amarelada da pele e olhos). Urina escura e fezes esbranquiçadas.

36. Dor e inchaço abdominais.

37. Hematomas cutâneos e sangramento digestivo.

38. Fadiga crônica, náusea e perda de apetite.

39. Lembre-se que prevenção é o mais importante. Solicite ao seu médico a inclusão dos testes de função hepática e sorologias para hepatite durante os exames de rotina.

40. Seja doador de órgãos. É uma atitude humanitária que poderá salvar muitas vidas. Manifeste este desejo aos seus familiares.